• CASA L18
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CASA L18

O objectivo do projecto, para além de resolver toda a situação de ilegalidade temporária da construção, era a adequação e equilíbrio do objecto arquitectónico à morfologia urbana envolvente com ênfase nas construções imediatamente confinantes, salvaguardando simultaneamente a sua identidade própria. Dentro do contexto que é esta ‘manta de retalhos’, e resumindo todo o contexto de construções desregradas, com diferentes tempos de construção, ausência de qualquer tipo de planeamento geral ou de cada uma das partes, pode-se assumir que não existe um fio condutor para uma imagem arquitectónica tipo. Mas por outro lado, desta construção de génese ilegal, nascem ideias impensáveis, mas por vezes ricas, pois surgem sem regras que venham organizar o pensamento construtivo de espaço mas com a única premissa que é colmatar as necessidades momentâneas, de quem vive este espaço. Desta quase riqueza orgânica do local e da construção existente, assim como das vontades do cliente/promotor, conjugadas com a legislação aplicável a este caso concreto, nasce o projecto de uma construção constituída por duas fracções.

Uma linguagem simples e “tradicional” onde se procurou enriquecer a construção através do jogo de contrastes entre as duas cores utilizadas para as fachadas. No desenho dos socos brancos, como que em tom de saudosismo, aparece no alçado Sul e em parte do alçado Poente, uma referencia marcada à primeira construção existente neste local, erigida à cerca de 20 anos, através da elevação desses socos até ao primeiro piso. Neste desenho do soco branco que marca o primeiro piso, assinala-se a passagem do tempo, a evolução desta construção e de certa forma actua-se como uma referência ao tipo de construção continua e faseada de toda a zona envolvente, de forma a registar uma memória do local e do bairro.

Data: 2010 Cliente: Privado Tipo: Arquitectura